Nesse momento Global como o nosso, de deterioração ambiental, escassez de recursos, dificuldades econômicas, perdas de valores morais, sociais e espirituais, aumento da criminalidade e outros índices de degradação da qualidade de vida, parece-nos inevitável surgirem dúvidas sobre a adequação da orientação das empresas em satisfazer o consumidor.
Essa satisfação, muitas vezes, é contrária aos interesses da sociedade a médio e longo prazo. Muitos produtos não fazem bem ao consumidor e não traz nenhum benefício para a sociedade.
Devemos considerar que os consumidores não são apenas os que buscam, compram e utilizam os produtos, mas também todas as pessoas que entram no circuito dos resultados do uso dos mesmos.
O lado humano, inteligente e ecológico deve estar presente.
Construir uma visão de futuro com uma consciência metafísica sobre o destino final dos usos e principalmente as consequências do consumo dos produtos e serviços.
Mais do que vender, ele deve ter “sua parcela de educador” e orientar seus colaboradores e consumidores para a conjunção dos interesses econômicos, pessoais e coletivos.
Nesse limiar as consequências das formas de produção e o uso de produtos e serviços levaram a qualidade de vida a tal degradação, que os profissionais de Marketing devem começar a perceber que não se podem utilizar velhas crenças e valores.
Acreditamos numa orientação, o Marketing Social, que propõem três vetores para o planejamento e as ações no mercado: os lucros da empresa, satisfação do consumidor e o interesse público. A mudança de paradigmas exige uma estratégia em longo prazo.
Se a meta do Marketing do Futuro é criar e manter relacionamentos, não vemos melhor alternativa que as pessoas da linha de frente de qualquer empresa educarem seus consumidores, explicando-lhes os limites e as possibilidades dos produtos e serviços, o lado positivo e maléfico.
Por Waldomiro Nascimento Jr. / Fonte: http://www.nelsongoes.com.br/